Fui justo e paguei vezes sem conta pelo pecador. Perdoei coisas imperdoaveis, confiei em quem não era de confiança e fui mais queimado por pessoas do que o próprio fogo onde eu punha as mãos por elas. Hoje sei que não há justiça sem pecado, que os santos vão todos morrer na praia e é o proprio diabo que diz “Enquanto o Diogo esfrega um olho”
Não pelos olhos, mas pelo olhar intenso, que te faz suar como os dias mais quentes de verão e que te arrepia como a brisa suave da primavera. Que te faz sorrir como quem te sussurra ao ouvido e que te traz lágrimas como as mais belas palavras de mil poetas a declamar em unissono. O olhar, espelho da alma e reflexo da essência, como que um labirinto infinito de sentimentos abstratos. Não me olhes nos olhos se tiveres intenção de voltar atrás, porque não há volta a dar na utopia de um olhar.
Já foi tempo em que no tempo parei sem ter a noção de que o tempo não espera por ninguém. Se é com o tempo que se aprende, eu aprendi a não perder tempo com quem tempo nao perde comigo. O jogo do tempo é fodido e não vale a pena tentares mudar as regras, porque por mais que mudes a hora do teu relógio, um minuto vão ser sempre 60 segundos. Não o podes vencer mas ninguem te impede de te juntares a ele. Pelo tempo vives, com o tempo morres.